Quero falar, resumidamente, sobre o plano mais importante já executado por Deus. Sabemos (e cremos) que Deus criou todas as coisas. É certo que, segundo a Bíblia, houve um momento em que nada existia, além de Deus. Mas Ele resolveu criar alguma coisa e, não precisou fazer muito esforço, pois Ele usou a sua Palavra poderosa para ordenar e, tudo que Ele imaginou veio à existência com um simples “faça-se”. Somente quando resolveu criar o ser mais importante de toda a criação, Ele botou as mãos na massa (literalmente) Gn. 2.7. E a esse ser que Ele chamou homem, entregou dois presentes valiosíssimos. O primeiro foi a capacidade de comunicar-se e relacionar-se com Ele, e o segundo foi a capacidade de escolhas. Usando mal esse direito o homem fez a escolha mais errada de toda a sua vida (rebelar-se contra Deus) e perdeu o bem mais precioso (para ele e sua prole), a sua comunhão com Deus, o seu criador. (Deus não deu ao homem o direito de escolher as consequências das escolhas erradas que fizesse.) Esse fato não apanhou Deus de surpresa, pois sabendo que isso poderia acontecer, Ele já tinha um plano preparado para restaurar o homem à sua comunhão. Impulsionado pelo AMOR MAIOR (Jo. 3.16), Ele fez o primeiro anúncio desse plano, o Redentor vem. Gn. 3.15. Passaram-se séculos e milênios e, nesse período Deus fez algumas tentativas de estabelecer as bases desse plano contando com algum esforço da parte do homem, mesmo sabendo que isso não ia dar resultado. Mas Ele fez assim para demonstrar que o homem estava totalmente incapacitado para prover alguma coisa nesse sentido, pois estava cada vez mais perdido e envolto pelo cipoal do pecado. No meio dessa densa floresta (de pecados) que o homem se encontrava, Deus colocou uma placa com uma seta apontando para uma determinada direção (a lei de Moises apontava para Cristo). Se o homem seguisse na direção apontada pela seta certamente encontraria a “saída”, isto é, a “porta”. Por falta de fé o homem não deu o primeiro passo, mesmo estando instruído em todos os passos que devia dar (os mandamentos da Lei). Mas Deus não desistiu e continuou dando detalhes do plano estabelecido por Ele no princípio. Is. 7.14, 53.1-12, Mq. 5.2. Muitos achavam que Deus tinha esquecido, mas chegou o momento mais aguardado.

 

Uma noite, lá nas campinas da Judeia, apareceu no espaço um resplandecente ser celeste bradando para uma pequena plateia a notícia mais importante para toda a humanidade. O Redentor veio. Lc. 2. 8-20, especialmente o v.11. E para demonstrar a importância desse anúncio foi realizada uma grande comemoração espacial envolvendo uma grande quantidade de seres celestiais. Aqui começa a história do nascimento de Jesus (o Redentor prometido e agora chegado) que cumpriu o plano de Deus para restaurar o homem à sua comunhão, libertando-o do cativeiro do pecado, quando lá na cruz deu o brado “está consumado”.

 

Que graça maravilhosa (Ef. 2.8), pois agora (Rm. 8. 1-2) temos um libertador, (Jo. 8.36) que cumpriu todas as exigências da Lei divina e se fez pecado por nós, mas consumou o plano de Deus pagando com a sua vida (o sangue) na cruz do Calvário, tomando o lugar do pecador perdido. O plano foi tão abrangente que alcançou toda a humanidade (I Tm. 2.3-6). Gloria a Deus por tão grande salvação.

Dc. Palmério Olimpio Maia

(1° Secretário da IEADA)

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